Segundo a denúncia, Joneuma mantinha um relacionamento amoroso com Dadá, líder do PCE. Ela pediu a ele que “desse um jeito” em Alan Queven dos Santos Barbosa, de 22 anos, que publicou, em uma página de fofoca, acusações de que a então diretora do presídio estaria facilitando a entrada de ilícitos no local e que ela trabalhava para determinados candidatos políticos. Joneuma foi presa preventivamente em janeiro justamente por seu envolvimento com o PCE e, além de ter colaborado com a fuga de 16 detentos, ela permitia que algumas pessoas adentrassem no espaço sem ser revistadas. Uma dessas pessoas foi a esposa de um dos líderes da facção. Ainda com relação a Alan Queven, o jovem desapareceu em 7 de junho de 2024 e nunca mais foi encontrado. Para o MPBA, ele foi vítima de uma prática chamada pela facção de “desembolo”, uma espécie de “tribunal do crime”. “A pena principal decidida nestas sessões criminosas denominadas de ‘desembolo’ é a de uma morte cruel para a vítima, normalmente executada a pauladas ou pedradas, como forma de mandar um aviso para os ‘desobedientes’”, diz trecho da denúncia. Fonte: Redação Terra Compartilhar https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/presa-por-envolvimento-com-faccao-ex-diretora-de-presidio-teria-mandado-matar-jovem-que-a-chamou-de-miliciana,7112850143d1840ebeccd3937e0d23e78tuwnqwb.html?utm_source=clipboard

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perdeu o tom durante uma entrevista ao vivo para a CNN Brasil na noite de terça-feira, 15, durante o programa CNN Arena.
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O ex-chefe do Executivo se estressou enquanto conversava com os jornalistas da emissora sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que ele seja preso por tentativa de golpe de Estado.
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“Agora, querem me prender por tentativa de golpe. Que golpe, p*rra? Que golpe é esse? Sem tropas, sem armas, sem forças armadas, sem nada”, xingou o ex-presidente.
O âncora Leandro Magalhães tentou interromper Bolsonaro por algumas vezes, mas o ex-presidente continuou o discurso. “Com coitados nas ruas, uma mulher idosa [foi] presa, 17 anos de cadeia! Uma covardia o que fazem com essas pessoas e querem justificar me prendendo”, gritou Bolsonaro.
Leandro interrompeu o ex-presidente novamente, pediu desculpas pelo ‘corte’ e agradeceu a disponibilidade dele em conversar com o canal. “Ok, desculpas”, pediu o ex-chefe do Executivo brasileiro.
Entenda o indiciamento de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro é apontado como parte do “núcleo crucial” do plano de tentativa de golpe de Estado pela PGR, que publicou sua manifestação final com 517 páginas na noite da última segunda-feira, 14.
No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reconheceu o ex-presidente como líder da organização criminosa e afirmou que o ex-presidente é o “principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos executórios voltados à ruptura do Estado Democrático de Direito.”
Fazem parte deste “núcleo crucial”:
Jair Bolsonaro, ex-presidente;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.
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Agora, após as alegações finais da PGR serem entregues à 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, as defesas dos oito réus terão a última oportunidade de apresentar seus argumentos. Até o momento, todos negaram qualquer ligação com a trama golpista.
Foram atribuídos a Jair Bolsonaro e seus aliados os crimes de:
tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito (pena de 4 a 8 anos);
golpe de estado (pena de 4 a 12 anos);
organização criminosa armada (pena de 3 a 8 anos, que pode ser aumentada para 17 anos com agravantes citados na denúncia);
dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima (pena de 6 meses a 3 anos);
deterioração de patrimônio tombado (pena de 1 a 3 anos).
Fonte: Redação Terra
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